DENILSON MARTINS PARTICIPA DE MATERIA JORNALISTICA QUE DISCUTE E REFLETE A PARTICIPAÇÃO DOS NEGROS NOS ESPAÇOS DE PODER..
( Publicado no Jornal OTEMPO em 04/08/2010 - http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas)

Militante. Representada por Alexandre Braga (foto), a Unegro é uma das entidades que apoia campanhas RODRIGO CLEMENTE - 12.5.2006 Militante.

Representada por Alexandre Braga (foto), a Unegro é uma das entidades que apoia campanhas No último Censo, realizado em 2000 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a porcentagem da população negra (parda e preta) do país somou 45,3%, e apenas 0,3% se declararam praticantes de religiões de matrizes africanas. Para as entidades negras, esses números ainda não refletem o real percentual existente no Brasil. Por isso, foram criadas, para o Censo 2010, duas campanhas que visam aumentar o número de declarações afirmativas da cultura negra no país. Enquanto a primeira, intitulada Quem É de Axé Diz que É!, busca criar maior visibilidade ao número de praticantes de religião de matriz africana; a outra, Pelo Enegrecimento daPopulação, pretende aumentar o número de autodeclarações da cor/raça negra. "A gente aposta que o Censo de 2010 será fundamental para mostrar que a população negra é maioria no país. Trata-se de uma campanha internacional, que acontece também em outros países da América Latina. Nosso objetivo é mostrar a real dimensão da população negra, pois assim as políticas públicas serão cada vez mais direcionadas para esse segmento", opina Alexandre Braga, coordenador de comunicação da Unegro (União de Negros pela Igualdade), que apoia as duas campanhas. Para o coordenador, o fato de terem surgido ações afirmativas para negros nas universidades é outro fator que impulsiona um aumento nas autodeclarações de pardos e pretos neste Censo. "A partir dessas ações, a autoestima em se declarar negro aumenta muito e o preconceito sobre a cor diminui", afirma.
Já em relação às religiões africanas, especialmente a umbanda e o candomblé, o aumento nas declarações dos praticantes será fundamental para confrontar a histórica intolerância que existe no país. "Atualmente, elas tendem a ser demonizadas, inclusive nos meios de comunicação controlados por outras religiões. Esperamos que essa campanha e, futuramente, os dados do Censo, ajudem a reverter a situação".

 

 

 
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